Advanced Analytics: mais uma forma de defesa na luta contra fraudes em seguradoras

A utilização da ‘abordagem analítica híbrida’ na identificação de casos de fraude de seguros

Por Ricardo Saponara, especialista em fraudes em seguradoras do SAS Brasil


Para combater o aumento das fraudes em seguradoras é fundamental que as empresas busquem maneiras para melhorar suas defesas por meio da revisão de seus processos e do investimento em novas tecnologias.

Uma pesquisa recente, realizada pelo SAS com seguradoras nos Estados Unidos, apontou que somente 13% dos entrevistados usavam uma variedade de técnicas, incluindo Business Analytics e Advanced Analytics; e apenas 21% monitoravam a incidência de fraude em tempo real. E constatou que, dentre as companhias que fazem o uso do BA, 57% tiveram um crescimento anual de 4% na detecção de fraudes. Já as seguradoras sem soluções automatizadas de detecção, ou somente baseadas em regras de negócios, apenas 16% tiveram um crescimento similar.

Em termos de detecção, a primeira linha de defesa é - e deve continuar sendo – os seus próprios analistas de sinistros.

Entre os maiores obstáculos enfrentados por muitas seguradoras estão as falhas em seus sistemas de detecção, soluções arcaicas, dificuldades no processo de integração de dados, e atividades de terceiros que resultam em dados incompletos ou não confiáveis.

Além disso, outro grande problema é a quantidade de falsos positivos gerados. O excesso de confiança na detecção de fraudes baseadas em red flags ou pauta filtros pode gerar um alto número de alertas indevidos que reduz a eficiência operacional e faz aumentar os custos. Essas altas taxas também podem impactar negativamente na experiência dos clientes. O processo de sinistros é a vitrine de qualquer seguradora e elas precisam aprimorar a identificação e o tratamento de bons clientes assim como dos fraudulentos.

Abordagem Analítica Híbrida:
Em termos de detecção, a primeira linha de defesa é - e deve continuar sendo – os seus próprios analistas de sinistros. As ferramentas analíticas não devem ser vistas como uma substituição para esse serviço, mas sim uma linha a mais de defesa que ajuda os times de especialistas a apontar novas fraudes que possivelmente não seriam detectadas.

Abordagens já existentes deixam a desejar, pois investigadores analisam os casos isoladamente. Além disso, elas falham na avaliação de histórico, análise minuciosa da rede ou para realizar comparações. Muitas seguradoras utilizam sistemas que focam em monitoramento de transações, que apresentam bom funcionamento para requisições individuais de sinistro, porém são menos efetivas no monitoramento de comportamento do consumidor diante de múltiplos sinistros e linhas de negócios, com o intuito de sinalizar clientes que aparentam ser normais, mas operam ‘camuflados’.

As soluções de Analytics Avançadas do SAS fornecem uma abordagem para detecções. Normalmente, elas começam pela extração de dados existentes de seguradoras para ‘limpá-los’ e qualifica-los, se necessário. A tecnologia pode conectar os dados para fornecer uma investigação cautelosa dos clientes da empresa. Depois desse processo, a abordagem analítica híbrida deve ser aplicada, incorporando desde regras de negócios, passando por detecções de anomalias, modelos preditivos, mineração de textos e análise de redes de relacionamentos.

“O investimento na abordagem analítica híbrida, o uso de múltiplas técnicas de Analytics e junção de resultados, possibilitam seguradoras a lidarem proativamente com problemas e, por fim, detectar e prevenir mais fraudes, não incomodando os seus clientes honestos. Nenhuma empresa de seguros deve aceitar a fraude como uma consequência normal em seus negócios. Ao invés disso, elas devem buscar maneiras mais eficientes de detecção, prevenção e gestão de fraudes em todas as linhas de negócios”, ressalta Ricardo Saponara, especialista em fraudes em seguradoras do SAS Brasil.


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