PORTUGUESES CONFIAM DADOS PESSOAIS ÀS EMPRESAS

Estudo realizado pelo SAS demonstra que os portugueses partilham mais facilmente informações pessoais com os bancos do que com qualquer outro tipo de empresa

O SAS, empresa de referência mundial em software e serviços de Business Analytics, realizou um estudo a nível mundial sobre o comportamento do consumidor com o intuito de compreender a posição deste quanto à privacidade de dados e personalização.

Portugal foi um dos países que participou neste inquérito, cujos resultados ajudam a elucidar quanto à questão do uso de informações pessoais por parte das empresas.

De acordo com o estudo do SAS, 72% dos consumidores portugueses inquiridos visita, pelo menos uma vez por dia, uma rede social, o que faz com que a sua “pegada digital” seja grande pois ao interagirem a nível digital estão de imediato a fornecer às empresas informação valiosa para personalização de mensagens e conteúdos de marketing. Apenas para se ficar com uma ideia, 91% dos entrevistados usa um Smartphone e 57% um Tablet, sendo sabido que o uso destes aparelhos tecnológicos fornece às empresas uma linha direta com os consumidores. À frente de Portugal, encontra-se o Reio Unido que regista uma participação ainda maior em todas as atividades digitais.

A questão da privacidade dos dados é um tema relevante mas nem sempre linear e à medida que aumenta o número e variedade de informação pessoal, os governos do mundo inteiro tentam encontrar medidas adequadas à proteção da privacidade dos cidadãos. No entanto, a verdade é que os consumidores estão cientes de que as empresas monitorizam a sua atividade on line e talvez por isso mesmo esperam que a sua oferta vá ao encontro das suas preferências. Neste estudo a maioria dos inquiridos em Portugal (63%) concordou com a afirmação: "Espero que as empresas com as quais negoceio entendam as minhas necessidades e preferências."
Pouco mais da metade (62%) dos inquiridos em Portugal confirmaram que as recentes notícias sobre o uso que as empresas fazem dos seus dados pessoais aumentaram as suas preocupações. Ainda assim, este número é menor do que a preocupação que se sente em média noutros países (69%).

Segundo este estudo, há definitivamente uma preocupação crescente por parte do consumidor quanto ao uso de informações pessoais em marketing. Mas quererão os consumidores realmente mensagens personalizadas? Sem dúvida que sim. Eles exigem cada vez mais uma maior personalização nas comunicações que recebem. No entanto, 69% dos inquiridos, em Portugal, consideram que o uso de informações pessoais sem a sua permissão é uma violação da sua privacidade.

O estudo avançou ainda que os portugueses são mais propensos a partilhar as suas informações com os bancos (70%) do que com as empresas de entretenimento. Na verdade, a probabilidade de que os inquiridos portugueses partilhem informações com empresas de entretenimento é significativamente menor (28%) do que em qualquer outro país representado no inquérito. Quanto aos dados que os consumidores estão dispostos a fornecer, a fim de se poder obter uma comunicação mais personalizada, a grande maioria dos consumidores portugueses está disposta a partilhar o seu nome (96%) e e-mail (96%). Mas se a informação solicitada utilizar meios invasivos de comunicação (endereço, telemóvel e números de telefone de casa), existe uma menor propensão por parte do consumidor em fornecê-la.

Estas questões em torno da confiança são bastantes sensíveis, se bem que mesmo assim a confiança do consumidor português na segurança dos dados não é tão baixa como noutros países. A prova está no facto de 52% dos consumidores portugueses se sentirem seguros com a informação pessoal que “entregaram” às empresas. Mesmo que apenas 16 por cento se sinta “muito seguro”. A verdade é que todos os dias os consumidores são inundados com mensagens de marketing, através de vários canais, o que significa que as empresas começam a usar a tecnologia como forma de, através dos dados dos clientes, trabalhar numa maior personalização. E os clientes estão conscientes desta mudança. Não é por acaso que 49% dos inquiridos dizem que, nos últimos cinco anos, notaram que as empresas melhoraram na personalização das mensagens.

Além disso, quase um terço (29%) diz ter assistido, no mesmo período, a uma diminuição do número de ofertas irrelevantes. O que significa no entanto que ainda há muito a ser feito em termos de desenvolvimento das comunicações, de forma a apelar aos gostos e preferências pessoais de cada um.

Sobre o SAS

O SAS é líder em software analítico e serviços de consultoria, e o maior fornecedor independente no mercado de business analytics. Com aplicações de negócio inovadoras, suportadas por uma plataforma de inteligência empresarial, o SAS ajuda os seus clientes distribuídos por mais de 80.000 locais a tomarem as melhores decisões de forma mais rápida, aumentando o seu desempenho e valor de negócio. Desde 1976 que o SAS oferece aos seus clientes THE POWER TO KNOW®.

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