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Além do hype da Internet das Coisas (IoT):

a realidade dos factos

09 / 05 /2016

Além do hype da Internet das Coisas (IoT): a realidade dos factos

Em 2020 haverá - de acordo com as previsões da Cisco - 50 mil milhões de dispositivos ligados. A Gartner faz uma estimativa mais “modesta” de 26 mil milhões de dispositivos. E no que diz respeito ao valor  do mercado da Internet das Coisas (IoT), prevê-se que irá crescer até 6,1 biliões de dólares americanos (McKinsey) ou até 7,1 biliões de dólares (IDC)! 

Estas previsões para o mercado da IoT são quase tão impressionantes como os enormes volumes de dados, mas serão realistas? Até as previsões mais conservadoras consideram um crescimento anual de 30%, enquanto a penetração da internet a nível mundial apresenta um grau de crescimento de 3%. Com base em dados elaborados da ITU, Banco Mundial e Nações Unidas, concluiu-se que atualmente 46,1% da população mundial tem acesso à internet. Mas contabilizar simplesmente as coisas que têm a capacidade de se ligar, sem ter em conta a aplicabilidade real, é como tentar apanhar moscas com um canhão.

Está então o mercado da IoT sobrevalorizado? “Já ultrapassámos os casos de utilização absurdos - lembram-se da torradeira comunicar com o frigorífico - mas ainda nos falta percorrer um longo caminho até alcançar os objetivos propostos, e podemos questionar-nos se as nossas expetativas a curto prazo serão satisfeitas. Há cinco anos vimos números semelhantes, mas que ainda não se materializaram. Atualmente, estamos na fase inicial da IoT sendo a principal preocupação a configuração física: como podemos garantir a conetividade? Que sensores deverão ser utilizados? Quais as infraestruturas necessárias? Qual a aparência dos próprios dispositivos? Não obstante, estou convencido do potencial da IoT para mudar todas as indústrias. A longo prazo, a IoT irá conduzir a novos modelos de negócio adjacentes baseados em tecnologia nova,” afirma Mathias Coopmans, Principal Business Solutions Manager no SAS.

Entendendo os dados

Enquanto os vários fornecedores de infraestruturas lutam por uma quota do mercado e o número de infraestruturas standard está a aumentar, algumas empresas inovadoras estão a realizar pilotos com o objetivo de entender os dados recolhidos. “Estamos à beira de incorporar uma camada de análise de dados em aplicações IoT. É isto que revelará o valor real. No entanto, se nos focarmos nos casos de utilização onde já existem suficientes dados complexos disponíveis para permitir uma análise de dados que acrescenta valor, estes representam, ainda, apenas uma pequena quota do mercado. Mas acredito verdadeiramente que realizar análise de dados piloto nos dados recolhidos é uma melhor prática e as empresas que o fazem terão uma vantagem competitiva. As empresas que estão a realizar pilotos de análise de dados com IoT não se estão a preocupar simplesmente com os custos do hardware necessário, mas estão também a procurar uma forma de aumentar os seus lucros desenvolvendo novos serviços baseados na tecnologia. Esta é uma abordagem diferente,” continua Mathias Coopmans.

Estamos à beira de incorporar uma camada de análise de dados em aplicações IoT.

O nível de adoção da IoT varia consoante a indústria. As indústrias altamente dependentes dos dados, como as telecomunicações e os seguros, deram os seus primeiros passos na IoT há vários anos. “As companhias de seguros estão já a rastrear e acompanhar os seus investimentos mais valiosos, como por exemplo plataformas de perfuração, porque a análise custo-benefício é mais fácil para estes casos de utilização.  Com o preço dos sensores cada vez mais baixo, surgem cada vez mais aplicações novas, tais como o carro ligado. As companhias de seguros estão a testar um modelo baseado no comportamento, no qual os condutores com um estilo de condução mais seguro pagam prémios mais baixos. Neste caso, se apenas pretende analisar o estilo de condução para calcular o prémio de seguro, não necessita de análise de dados em tempo real.  Mas se quiser explorar serviços adicionais - por exemplo avisar os seus clientes quando estacionam numa zona perigosa - é aqui que a análise de dados em tempo real é valiosa.”

Modelos de negócio inovadores

No domínio das aplicações, vemos diversos players, incluindo estreantes, tentar as primeiras aplicações. Em junho do presente ano, o município de Antuérpia, na Bélgica, anunciou um acordo de concessão para a instalação de contadores de água inteligentes na cidade. Na primeira fase, a empresa de fornecimento de água Water-Link - juntamente com a joint-venture do fornecedor de eletricidade ENGIE Fabricom e o fornecedor de soluções personalizadas para empresas de fornecimento de água Hydroko - irão testar 1000 contadores inteligentes pelo período de um ano. “Não estão envolvidos quaisquer fornecedores de tecnologia de rede neste projeto, o que demonstra a vontade dos novos players em obter uma fatia do bolo. As licenças para as frequências de rádio para IoT são gratuitas, o que torna o investimento limitado.  Por outro lado, as oportunidades são imensas. Ao utilizar sensores para registar o consumo de água, a Water-Link poderá facilmente identificar fugas, detetar fraude e faturar automaticamente aos seus clientes. Os clientes, por sua vez, já não terão que se preocupar com os aspetos administrativos e podem fazer uma utilização racional da água graças a terem acesso a estatísticas em tempo real,” explica Mathias Coopmans.

 As licenças para as frequências de rádio para IoT são gratuitas, o que torna o investimento limitado.  

Outro exemplo é o de uma empresa de fornecimento de eletricidade que pode prever se um cliente está, ou não, em casa com base no consumo elétrico. “Ouvi dizer que os fornecedores de energia estão em conversações com as transportadoras no sentido de vender estes dados,  para que depois as transportadoras os possam usar para determinar as melhores rotas,” de acordo com
Coopmans.

De quem são os dados?

O exemplo acima mostra que a luta se centrará principalmente nos dados. Mas de quem são os dados? Este tópico será a “batata quente” nos próximos anos. Serão os fornecedores de tecnologia de rede, os fabricantes de automóveis, as empresas de utilities...ou os clientes? A propriedade, controlo e alavancagem dos dados será fulcral na forma como a IoT segue em frente.  “Acho que os clientes desempenharão um papel essencial na história da IoT. Assim que se aperceberem do valor dos seus dados, terão mais vontade em partilhá-los com as organizações que lhes oferecerem uma melhor experiência de cliente ou  valor no geral,” acrescenta Mathias Coopmans.

“No SAS Fórum 2016 prestaremos particular atenção ao cliente ligado. Por exemplo, se um operador de telecomunicações pode controlar se um cliente está quase a alcançar o seu limite de utilização de dados, a empresa pode fazer-lhe uma oferta promocional em linha com o seu comportamento. Mas as aplicações da IoT também serão discutidas no tema Otimizar a Deteção de Fraude, Segurança e Risco, na prevenção de fraude em transferências bancárias. No que diz respeito à gestão de dados, a IoT também apresenta vários desafios. Nem todos os sensores de dados são 100% fiáveis, por isso as verificações da qualidade dos dados são essenciais. Por exemplo, se houver um alerta de uma temperatura de 200ºC no motor de um carro, trata-se de um problema técnico ou estará o sensor defeituoso? Além disso, a  gestão de dados operacional em tempo real é uma área completamente nova. Tradicionalmente, a análise de dados é baseada, em grande medida, em dados históricos. Além desse facto, a IoT será um tema comum em todo o Fórum, e iremos também demonstrar uma configuração de teste com um carro ligado. Para qualquer pessoa que queira ouvir e ver casos de utilização, o SAS Fórum 2016 é o local ideal,” conclui Mathias Coopmans.

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