Executivo da América Latina são os mais pessimistas sobre rumos da economia local

Segunda edição do Barômetro Global de Negócios, realizada pela The Economist Intelligence Unit com apoio do SAS, mostra também que, para 68% dos respondentes, o "novo normal" terá melhor experiência digital para seus consumidores

Os executivos da América Latina são os mais pessimistas sobre os rumos da economia de seus países na crise atual em comparação com colegas das outras regiões do mundo. É o que mostrou a segunda edição do Barômetro Global de Negócios, realizada pela The Economist Intelligence Unit (EIU) com o apoio do SAS, líder global em analytics, divulgada nesta terça-feira (30). De acordo com o levamento, em uma escala de sentimento que vai de -50 (muito pior) a +50 (muito melhor), os empresários da América Latina classificaram a situação local para os próximos três meses no patamar de -39 pontos, ante -31,7 da média global dos executivos.

A segunda edição do Barômetro Global de Negócios foi realizada com executivos de todo o mundo no mês de maio, e teve por objetivo medir o sentimento sobre os rumos da economia local e global nos próximos três meses a partir dos impactos causados pela pandemia da COVID-19. Sobre a economia global, a pesquisa mostrou que os executivos da América Latina estão entre os menos pessimistas sobre os rumos da crise nos próximos três meses, com -26,5 pontos, ante 27,7 pontos da média global. Em relação à primeira edição do estudo, realizada em abril, também houve melhora no sentimento. Naquela oportunidade, o indicador apontava -37,7 pontos para os executivos latino-americanos, e -39,4 na média global.

O estudo também mediu o sentimento dos executivos sobre o desempenho nos resultados financeiros e volume de investimentos de suas companhias, e qual deve ser o impacto sobre elas. Nesse aspecto, o trabalho mostrou que 66% dos executivos da América Latina preveem que o desempenho financeiro e de lucratividade das suas organizações será mais fraco em comparação aos seus concorrentes nos próximos três meses. Além disso, 56% dos executivos da região preveem que os crescimento de seus negócios e de suas receitas será pior que o dos concorrentes nos próximos três meses.

O estudo também mediu o sentimento dos executivos sobre o cenário atual do impacto da pandemia nos negócios. 64% dos executivos da América Latina estimam que tanto a recuperação da economia global como de seus negócios devem levar de 1 a 2 anos. 72% dos executivos da região afirmaram ainda que suas empresas estão planejando voltar a crescer no próximo ano, e 88% deles acreditam que suas companhias fizeram mudanças importantes no último mês para se recuperar da atual crise.

Atuação das autoridades

O segundo Barômetro Global de Negócios abordou ainda a percepção dos executivos da América Latina sobre as medidas que estão sendo adotadas pelas autoridades e quais deveriam ser as ações tomadas para promover uma maior recuperação da economia. A unanimidade dos executivos da América Latina discordam que seus países estejam preparados para a reabertura total da economia, bem como que suas companhias estejam preparadas para a reabertura total das operações, assim como era antes da pandemia.

Pela ótica de medidas governamentais para promover a recuperação da economia, 78% dos executivos da América Latina dizem querer ver medidas dos governos que promovam estímulos financeiros para os consumidores. Já 62% afirmam que os governos deveriam facilitar as condições de empréstimo. A maioria deles (58%) acredita que os governos devem promover estímulos financeiros para indústrias e setores específicos. Além disso, 74% gostariam que os governos mantivessem as taxas de juros em patamares baixos.

Futuro pós-pandemia

O estudo da The Economist Intelligence Unit também apurou o sentimento dos executivos sobre as mudanças que devem ocorrer após o fim da pandemia da COVID-19. Todos os executivos da América Latina afirmaram que vão limitar as viagens de seus colaboradores após o novo coronavírus ser contido, e 68% disseram que vão melhorar as experiências digitais de seus consumidores.

A pesquisa mostrou ainda que os executivos da região vão buscar cada vez mais tecnologias para ajudar na recuperação de seus negócios. Entre eles, 74% afirmaram que tecnologias de computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT) serão as mais importantes na fase de recuperação de seus negócios. E 64% consideram que recursos como Inteligência Artificial e machine learning também terão grande importância nesse processo. Os executivos destacaram ainda tecnologias de mitigação e detecção de fraudes (74%) e gestão e governança de dados (70%).

Para saber mais detalhes da segunda edição do Barômetro Global de Negócios, acesse o site https://globalbusinessbarometer.economist.com/.

Sobre a pesquisa

O Global Business Barometer mede o sentimento em relação aos eventos atuais e à incerteza do mercado financeiro e analisa como as empresas estão lidando com a situação atualmente e planejando o futuro.

Sobre The Economist Intelligence Unit

The Economist Intelligence Unit é a divisão de análise, pesquisa e liderança de ideias inovadoras do The Economist Group e líder mundial em inteligência de negócios global para executivos. Nós apresentamos perspectivas novas e inovadoras com acesso a mais de 650 analistas especialistas e editores em 200 países. Para obter mais informações, acesse www.eiuperspectives.economist.com. Siga-nos no Twitter, LinkedIn e Facebook.

Sobre o SAS

O SAS é o líder de mercado em Analytics e a maior empresa de software de capital fechado do mundo. Fundada em 1976, suas soluções são usadas em mais de 80 mil empresas em todo o planeta, incluindo 93 das top 100 companhias listadas na Fortune Global 500. No Brasil, o SAS está presente desde 1996 com escritórios em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), atuando em setores como finanças, telecomunicações, varejo, energia, governo, educação, entre outros. A empresa também é mundialmente reconhecida por suas boas práticas de Recursos Humanos, inclusive no Brasil, onde foi incluída seis vezes consecutivas entre os três melhores empregadores do país pelo ranking Top Employers Institute. Confira o site: www.sas.com/pt_br

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