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Risco de Liquidez

O que é e qual sua importância?

Antes da crise de 2008, instituições financeiras de todos os tipos e tamanhos subestimavam a liquidez, dando pouco ou nenhum valor à disponibilidade de fundos. Mas, durante a crise, muitas dessas instituições sofreram para manter uma liquidez adequada, o que levou à quebra de bancos e à necessidade de bancos centrais injetarem liquidez em sistemas financeiros nacionais, evitando assim o colapso da economia.

Quando a poeira da crise começou a baixar, uma coisa tornou-se nítida: bancos e empresas de capital markets precisavam gerenciar melhor sua liquidez. E a auto-preservação não era o único motivo para fazer isso; as consequências de uma má gestão do risco de liquidez podem ir muito além da organização em si e afetar todo o ecossistema financeiro ou mesmo a economia global.

Entidades regulatórias estão fazendo sua parte para prevenir outra crise financeira no futuro (lembra-se do Basel III?), e o ônus está agora nas próprias instituições financeiras, que precisam fortalecer sua gestão do risco de liquidez tanto para o bem da empresa quanto da economia.

Definindo liquidez

Liquidez é a capacidade de um banco em cumprir com suas obrigações monetárias e de garantias, sem gerar perdas inaceitáveis. Risco de liquidez refere-se a como a incapacidade de um banco em cumprir com suas obrigações (sejam elas reais ou percebidas) ameaça sua posição financeira ou sua própria existência. Gestão do risco de liquidez engloba os processos e estratégias que os bancos usam para:

  • Avaliar sua capacidade de atender às necessidades de fluxo de capital e de garantias (tanto sob condições normais quanto sob estresse), sem ter um impacto negativo nas suas operações diárias ou na posição financeira geral;
  • Mitigar o risco ao desenvolver estratégias e tomar as ações apropriadas para garantir que os fundos e garantias necessários estarão disponíveis quando for preciso.

Desafios para uma gestão do risco de liquidez bem-sucedida

  • Não ter uma visão centralizada da liquidez. Silos organizacionais limitam a capacidade de uma empresa em entender sua posição de liquidez ou o impacto de ativos ilíquidos e classes de ativos através de regiões, unidades de negócios e classes de ativos;
  • Capacidades analíticas limitadas. Sem capacidades analíticas suficientes, as empresas enfrentam muita dificuldade para projetar seu fluxo de caixa para transações subjacentes, em especial quando essas transações ficam na casa dos milhões;
  • Stress testing insuficiente. Como muitas empresas normalmente ignoram as considerações de trading e financiamento de liquidez em stress testings, elas ficam despreparadas para os impactos de choques de mercado, assim tornando mais difícil sair de certas posições ou atrair novos financiamentos;
  • Superar a mentalidade de conformidade. Se as empresas se concentrarem demais nos requerimentos de conformidade relacionados à gestão do risco de liquidez, elas podem ignorar os benefícios corporativos que podem ser obtidos.

Acertando na gestão do risco de liquidez – três etapas essenciais

Para instituir um sistema efetivo de gestão do risco de liquidez na sua organização, siga essas três etapas:

  1. Estabeleça uma estrutura analítica para cálculo de riscos, otimização de capital e medição de eventos e liquidez de mercado.
    • Minimize o impacto de choques de mercado e procure por melhores oportunidades de arbitragem, analisando os efeitos de alterações em custo e liquidez quase em tempo real, para que você possa agir com precisão;
    • Encontre soluções otimizadas para as necessidades de liquidez e capital da sua empresa, avaliando a liquidez de mercado e a otimização de cenários por toda a organização, ao utilizar análises de cenários sob demanda a partir dos mais complexos portfólios, posições e instrumentos em diferentes horizontes temporais.
  2. Gerencie seus dados.
    • Obtenha uma visão centralizada da liquidez da empresa ao integrar as mais recentes informações de mercado, atualizações de portfólio, retornos de capital e uma visão de mercado da liquidez em uma base de cenários intradiários.
  3. Integre seus processos de gestão de risco.
    • Valorize portfólios e classes de ativos complexos ao integrar avaliações de portfólio e análises de cenários em uma única plataforma. E avalie instantaneamente o potencial impacto de cenários e choques de mercado futuros sobre a liquidez.
Ferramentas sofisticadas aumentam a precisão das predições, uma vez que elas podem analisar vários fatores e cenários que, de outra forma, não seriam considerados. Quanto maior o banco, mais diversos são os produtos e, portanto, maior a dificuldade de gerenciar o risco.

Andrej Hronec
Head de Ativos e Passivos, VUB

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