Envelhecendo com elegância: a inteligência analítica em prol da sua saúde

Usando tecnologia e inteligência analítica para ajudar idosos enfermos a viver independentes

Por Cheryl Goldberg, da Goldberg Communications

No que está sendo chamado de “tsunami grisalho”, cerca de 10.000 pessoas da geração baby boomers estão agora chegando aos 65 anos. E essa geração idosa está com a saúde cada vez pior. De acordo com o 38o relatório anual do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos aproximadamente um em cada cinco idosos tem diabetes, 40% são obesos e mais da metade toma medicamentos controlados para hipertensão.

Apesar das enfermidades, o relatório descobriu que o índice de mortalidade entre os idosos dessa geração tem diminuído no decorrer da última década. O resultado inevitável será que mais deles precisarão de cuidados por períodos mais longos. Apesar de muitos desejarem evitar casas de repouso, experts preocupam-se que não haverá instalações do tipo suficientes para aqueles que precisam.

Entretanto, profissionais da saúde estão usando novas tecnologias para ajudar as pessoas a viverem em suas casas por mais tempo. Por exemplo, o monitoramento remoto de pacientes e as soluções de análise de dados coletados por prestadoras de serviços especializados, como a Geneia, permite que os profissionais da saúde possam controlar os pacientes de dentro de suas casas e determinar rapidamente se tais pacientes precisam de ajuda adicional ou até intervenções.

Conforme mais dados são coletados, é possível entender melhor quando a saúde das pessoas começa a fraquejar – e minimizar o número de alarmes falsos que aparecem.

Heather Lavoie
Diretor Estratégico
Geneia

Avanços no monitoramento remoto de pacientes

Mesmo o monitoramento remoto de pacientes já estando disponível há algum tempo, seu uso tem sido complicado. As empresas de seguro saúde precisavam transportar enormes medidores de oxigênio ou de glicose no sangue para a casa dos pacientes. Hoje os aparelhos para monitorar medidas como pulsação, oxigênio, pressão sanguínea, glicose no sangue e taxas respiratórias são muito menores e mais fáceis de usar. Pacientes podem até mesmo usar um equipamento que permite a realização de eletrocardiogramas remotos.

 “Se o paciente passa por uma situação de emergência, como um infarto do miocárdio, nós podemos usar o monitoramento remoto para os cuidados no transporte”, explica Mark Caron, CEO da Geneia. “Nós podemos monitorar o paciente através de telemetria com um medidor que envia os dados diretamente para o escritório da seguradora ou do hospital. Se qualquer medição indicar deterioração na saúde, essa detecção dispara um alerta para a seguradora, que pode então enviar socorro muito antes do que enviariam sem o sistema”.

Os pacientes podem também usar essas medidas para ajudar a controlar sua própria saúde ou acalmar seus ânimos caso observem sintomas estranhos. Por exemplo, se o paciente sofre de insuficiência cardíaca congestiva, ele possui risco aumentado caso retenha muito fluido. O monitoramento remoto dá a eles a compreensão e o incentivo para não comer, por exemplo, salgadinhos fritos, já que isso pode piorar a retenção de líquido. Além disso, o monitoramento remoto pode evitar uma viagem ao pronto socorro por palpitações cardíacas, quando na verdade o problema for apenas indigestão.

 

Reduzindo o risco de falsos positivos

Tecnologias de monitoramento remoto também estão ficando mais inteligentes, o que ajuda a reduzir falsos positivos, entre outros riscos. Por exemplo, uma leitura de pressão alta pode indicar um problema real ou simplesmente que a pessoa acabou de subir um lance de escadas.

Para filtrar o ruído e entender com mais precisão quando alterações nos sinais vitais realmente indicam problemas, a Geneia oferece soluções que aplicam análise de dados avançada e que podem continuar a aperfeiçoar modelos de inteligência analítica conforme mais informações são recolhidas. “Conforme mais dados são coletados, é possível entender melhor quando a saúde das pessoas começa a fraquejar – e minimizar o número de alarmes falsos que aparecem”, explica Heather Lavoie, Diretor Estratégico da Geneia.

O refinamento contínuo pode ser incorporado diretamente ao trabalho do enfermeiro ou cuidador. “A interação dos cuidadores com os pacientes pode fornecer feedbacks diretos para as soluções da Geneia, que podem ser usadas para melhorar previsões no futuro”, disse Lavoie. “Por exemplo, se um alerta que chega para um paciente for considerado inaplicável, o cuidador pode apontar isso. Esse feedback seria então, incorporado ao modelo, aperfeiçoando as predições”.

Direção do Tratamento 

Enquanto hoje o uso de analytics e o monitoramento remoto acompanham principalmente os sinais vitais dos pacientes, tecnologias de análises preditivas estão preparadas para ajudar, cada vez mais, médicos e outros profissionais da saúde a aplicar os protocolos de cuidados corretos.

 “No futuro, nós poderemos usar predições de inteligência analítica caso-específicas que utilizam dados do paciente para criar um ‘alerta inteligente’, ajudando médicos e pacientes a intervir da maneira correta e no tempo certo”, explica Lovoie. Como resultado, pacientes enfermos poderão permanecer sãos e salvos em suas casas com a garantia de que receberão o cuidado adequado no tempo certo.

11Heimlich, Russell. "Baby Boomers Retire." Pew Research Center RSS. 2010. http://www.pewresearch.org/daily-number/baby-boomers-retire
2Centers for Disease Control and Prevention. “Health, United States 2014: With Special Feature on Adults Aged 55 to 64.” http://www.cdc.gov/nchs/data/hus/hus14.pdf

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