A importância do Big Data na detecção de fraudes

Estudos apontam que, no Brasil, empresas perdem cerca de 5% do seu lucro com fraudes. De um lado estão os cibercriminosos cada vez mais sofisticados e acompanhando a evolução tecnológica e do outro as instituições que são obrigadas a ampliar esforços na proteção dos dados de seus clientes e demais informações confidenciais.

E é a análise de dados que fará com que as empresas consigam combater a ação desses fraudadores. Melhor ainda se essa base de dados for construída e estruturada em Hadoop. A combinação do Hadoop com outras tecnologias ajuda aos cientistas de dados a transformarem o Big Data em conhecimento e fatos palpáveis ao permitir que as empresas consigam extrair insights de seu negócio de forma mais rápida e com maior precisão possível, assim reduzindo riscos e melhorando a compreensão dos negócios.

Estudos apontam que, no Brasil, empresas perdem cerca de 5% do seu lucro com fraudes.

Carlos Sovegni
Especialista em Prevenção a Fraude
SAS América Latina

A utilização do Big Data para análise de fraudes no Brasil é praticamente inexistente. Nenhuma empresa do setor financeiro, por exemplo, trabalha base Hadoop no país, e o principal motivo é a falta de informação sobre o tema. É necessário que as empresas saibam lidar com o enorme volume de dados gerados, pois é certo que eles irão aumentar cada vez mais. Elas precisam olhar para o futuro e imaginar todos os dispositivos que estarão conectados por seus clientes. Calcula-se que até 2020, 30 bilhões de dispositivos estejam conectados, contra 10 bilhões em 2013. Quanto mais dados gerados, maior a possibilidade de se perder nessas informações e não identificar o que realmente interessa.

O próximo passo é agregar informações, identificar o perfil do cliente, utilizar as ferramentas necessárias e estar preparado para receber e analisar essas informações. A combinação ideal de várias fontes de dados e a melhoria da qualidade dos processos de análise dos mesmos são outros desafios para as companhias. É nesse contexto que a participação de um cientista de dados torna-se ainda mais essencial. Ele terá o conhecimento necessário para analisar os resultados gerados e trabalhar dentro da prevenção à fraude com análises aprofundadas.

Indústrias como de Varejo e E-commerce já conseguem realizar boas análises de seus dados. Mas o mercado financeiro ainda carece de conhecimento das ferramentas e técnicas que poderiam ser usadas em favor dos negócios e até mesmo dos clientes.

A utilização do Big Data para a prevenção de fraudes é uma tendência natural e indispensável. As tecnologias existentes hoje são suficientes para analisar os dados gerados atualmente, mas o futuro ainda é um ambiente desconhecido e é importante que as companhias conheçam os benefícios que essas tecnologias trarão para seus negócios para incentivarem a exploração dessas técnicas. É possível ter um olhar completo de todos os canais conectados pelos clientes que serão vistos de forma única, independente da conexão. Mais informações serão geradas para traçar o perfil do fraudador e tratar o cliente de maneira diferenciada. Novas informações serão agregadas ao processo de prevenção a fraudes e a velocidade na identificação dessas atividades será aumentada, gerando benefícios financeiros para ambos os lados. Mas, para que tudo isso aconteça, a infraestrutura de base de dados da empresa precisa suportar a base Hadoop, tendo um objetivo claro e específico e definindo um projeto que esteja alinhado à estratégia corporativa.

Carlos Sovegni

Carlos é formado em Engenharia Mecânica pela FEI com MBA em Finanças pela FGV e UCI (CA USA). Trabalhou durante 12 anos no mercado financeiro pelas empresas Credicard e Citibank. 

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