Como criar o seu próprio grupo de reflexão organizacional

7 dicas para desenvolver uma equipe de analistas que irão transformar seus negócios


Será que sua equipe de analytics atua como um prestador de serviços, respondendo a perguntas pontuais quando necessário? Ou sua equipe é como consultoria, sendo levada a resolver problemas maiores, mas muitas vezes após o fato ter acontecido? Você gostaria de, em vez disso, ser mais estratégico, ajudando a conduzir as decisões empresariais e a determinar o futuro da organização?

De acordo com uma pesquisa recente do SAS, 27% das equipes de analytics atuam globalmente como prestadores de serviços, 38% atuam como consultores e 25% atuam como impulsionadores de negócios. Como sua equipe pode se tornar uma impulsionadora de negócios? Como você pode evoluir para se tornar um grupo de reflexão organizacional?

Siga essas sete dicas de Parinaz Vahabzadeh, Vice-Presidente de Global Customer Intelligence e Advanced Analytics na Coach, e Lori Bieda, Líder Executiva de Americas Customer Intelligence no SAS. Elas compartilharam suas ideias na conferência National Retail Federation, em Nova York.

A barreira entre a equipe de analytics e as áreas de negócio se desfaz muito naturalmente quando vocês são apenas especialistas equivalentes tentando resolver um problema.

Parinaz Vahabzadeh
Vice-presidente de Global Customer Intelligence e Advanced Analytics
Coach

  1. Contrate fora de sua indústria
    “Eu sempre defendi que devemos atrair talentos de várias profissões”, diz Vahabzadeh. “Alguns dos melhores talentos que encontramos vieram da indústria farmacêutica ou do setor de tecnologia. Temos DNA institucional suficiente para ensinar sobre o varejo, mas uma grande mente analítica é um recurso tão valioso que é importante pensar de forma diferente sobre como atrair e desenvolver esse talento”.
    Bieda encontrou o sucesso recrutando analistas fora da escola e os enviando por meio de um programa de treinamento para uma “universidade de administração”. “Nós os ensinamos sobre negócios em um nível agregado para que eles tivessem algum contexto ao olhar para os dados, e para que eles pudessem olhar para os dados com uma mentalidade de impulsionador de negócios”.
  2. Formação em Excel
    “Você está pronto para se formar em Excel” é uma frase que usamos na Coach”, diz Vahabzadeh. “Faz parte da integração de analytics avançada na organização. Quando você é orientado pelos dados como nós somos, a próxima evolução para nós é integrar isso em vários problemas empresariais em várias funções. Estamos reunindo diferentes silos de dados e, não apenas gerenciando essas informações, mas as usando para tomar decisões”.
  3. Desenvolva uma equipe de analytics centralizada
    Historicamente, os varejistas tiveram papéis analíticos distribuídos por toda a organização, da pesquisa de mercado e inteligência do cliente até o planejamento do estoque e as equipes de análise comportamental. Reuni-los em uma equipe virtual pode ajudar os analistas a trabalharem de forma mais estratégica em direção aos objetivos empresariais. “Minha equipe de analytics centralizada se comunica ao diretor de estratégia, que também é diretor de marketing”, diz Vahabzadeh.
    “Isso faz com que nos envolvamos antecipadamente nas discussões sobre os principais imperativos da empresa, de forma que o tópico de analytics é discutido primeiro, não como uma reflexão tardia para grandes decisões”. De acordo com uma pesquisa recente do SAS, 48% das equipes de analytics de varejo são centralizadas, 28% são descentralizadas, e 18% são híbridas. Bieda diz que os varejistas que estão “competindo em analytics” têm mais chances de terem equipes centralizadas.
  4. Dê trabalhos desafiadores aos analistas
    O que os analistas querem? Salários decentes, sim. Dados limpos, com certeza. Mas, talvez mais importante que isso, diz Vahabzadeh, os analistas querem solucionar problemas difíceis, e eles querem saber que estão fazendo a diferença em suas organizações.
    “Eu trabalho com uma equipe muito talentosa de analistas. Todo mundo quer trabalhar em problemas interessantes e ter seu trabalho valorizado e implementado. Fazer com que o conjunto de executivos apoie o trabalho que eles estão fazendo é a melhor técnica que eu já vi”.
  5. Derrube as barreiras que dividem o TI e os negócios
    “A barreira entre a área de analytics e negócios precisa desaparecer”, diz Vahabzadeh. “Mesmo essa conversa sobre eles serem separados precisa desaparecer. Nós sentamos com nossa equipe de sistemas de informação e ficaremos sempre juntos”. Ela incentiva os analistas a entenderem melhor a tecnologia e incentiva os técnicos a aprenderem mais sobre analytics. “A barreira entre a equipe de analytics e o negócio se desfaz muito naturalmente quando vocês são apenas especialistas equivalentes tentando resolver um problema”.
  6. Pegue um papel de liderança na governança de dados e distribuição de informação
    “Uma das mudanças mais significativas que eu vi nos últimos anos foi o crescente papel que a analytics está desempenhando na governança dos dados”, diz Vahabzadeh. “Fazer a conexão entre os clientes e seu comportamento e os dados em torno disso está se tornando exponencialmente mais complexo. Os analistas devem desempenhar um papel mais arquitetônico para encaixar as peças”.
    “Uma outra mudança que vemos é uma maior necessidade em garantir analytics sob demanda e para toda a empresa. É essencial desempenhar um papel de liderança na forma como esses dados se encaixam nos tubos da organização. Há uma mudança de ruptura ocorrendo na forma como análise de dados é integrada em uma organização ".
  7. Invista no gerenciamento da mudança
    A analytics precisa ser vendida e traduzida para o negócio”, diz Vahabzadeh. Bieda concorda: “Há uma elegância além de apenas compartilhar dados, e há muita humildade envolvida na descoberta de como podemos convencer com dados. Você precisa estar ciente da complexidade em lançar analytics para o campo”.
    Na verdade, Bieda tem visto os melhores resultados não dos melhores modelos, mas das equipes que se dispuseram a ir de escritório em escritório para explicar aos usuários empresariais o que está por trás dos dados.
    Treinar novos analistas e mostrar a eles como as decisões foram tomadas no passado também pode ser útil, diz Bieda. “Guiá-los em um cenário anterior e explicar, ‘é assim que nós apresentamos os fatos, foi aqui que tivemos resistência etc.”


Conclusão
Vale a pena dar estes passos na sua organização? É claro – e aqui está o porquê: “Simplesmente crie jobs em analytics”, diz Vahabzadeh. “Os varejistas têm atuado na área de analytics por um tempo, mas agora é a hora da próxima evolução. Estamos deixando de responder perguntas sobre o passado a responder perguntas sobre o futuro. Estamos deixando de saber que algo funciona a entender por que isso funciona. O tema de analytics está crescendo, e isso leva a uma crescente necessidade de investir na área e na equipe.” 

 

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