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Casos de Sucesso

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Casos de Sucesso

 

Retrato brasileiro

Censo informatizado brasileiro é exemplo para outros países do mundo

A contagem da população de um país e a tecnologia sempre andaram de mãos dadas. O Brasil, este ano, realizou em apenas três meses o trabalho que os Estados Unidos levaram sete anos em 1880. Este prazo foi o motivo para o início da mecanização e depois a informatização dos censos.  A façanha do IBGE neste ano foi conseguida com a ajuda da TI: foram adquiridos 150 mil novos PDAs, somados aos 70 mil empregados em 2007, quando o IBGE fez uma contagem populacional simples. 

Flávio Fernandes, gerente de contas do SAS, comenta que no IBGE, o SAS realiza um trabalho robusto, que alcança a população inteira, e que tem ajudado a conhecer a população brasileira. Fernandes aponta que o IBGE é cliente da companhia há 29 anos: ‘É nosso segundo cliente mais antigo (o primeiro é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa)".

Além disso, o IBGE mantém uma faculdade de estatística no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, com cursos de graduação e mestrado que adotam o SAS como material didático para os alunos. A solução do SAS é usada por pesquisadores, pela diretoria de pesquisa, demógrafos, sociólogos, entre outros.

Mãos à obra

Para realizar tão extensa tarefa, o IBGE contou com uma gama de recursos. Além dos PDAs utilizados pelos recenseadores e supervisores, foram montados sete mil postos informatizados de coleta, dotados de laptops, alguns montados em salas cedidas por prefeituras. Foram usadas também CPUs, impressoras, switches de rede sem fio, além da comunicação com a internet para transmitir os dados. O IBGE usou banda larga ADSL, satélites móveis e fixos e modems 3G. Certos dados foram transferidos até mesmo por pendrives. Havia quatro pólos principais para onde toda a informação foi direcionada, o principal deles no Rio de Janeiro.

Paulo Simões, diretor de Tecnologia da Informação e Comunicações do IBGE, conta que nos PDAs foi carregada tanto a parte dos questionários, quanto a base operacional geográfica para cada recenseador. "Os recenseadores não tinham com o que se preocupar, apenas com os questionários", relata. "Eles iam para a rua e depois retornavam aos postos de coleta, onde transmitiam os dados obtidos por rede sem fio para o laptop, duas vezes por semana, em média".

O IBGE usou um sistema de controle e gerenciamento do andamento de toda a operação. Enquanto os dados eram coletados, os profissionais responsáveis pela pesquisa, estatística e demografia já podiam acessar o banco de dados para começar a fazer as análises, trabalhadas com as soluções de inteligência analítica do SAS.

Além do Censo, o IBGE realiza, sempre em anos com final cinco, a contagem populacional. Dessa vez, houve um atraso de dois anos, e essa pesquisa foi realizada em 2007, nas cidades com população abaixo de 170 mil habitantes. “Aprendemos muito com o que aconteceu em 2007. Optamos, por exemplo, por fazer as transmissões dos PDAs para os laptops dos postos de coleta em vez de transmitir diretamente para o sistema central.  Também optamos por usar laptops em lugar de desktops, em função da facilidade de transporte e da bateria, que tem quase função de nobreak, sem o perigo de perder dados, com a falta de energia”, comenta Simões.

Hardware e software

Para o Censo, o IBGE usou PDAs da LG, com o sistema operacional Windows Mobile, da Microsoft. Também a IBM, a Positivo e o SAS contribuíram para a extensa operação. "Essas empresas trouxeram informações sobre o trabalho pioneiro e de vanguarda mundial realizado aqui", afirmou Simões, acrescentando que o uso de PDAs no Censo já havia sido testado em países menores, como a Colômbia. "O IBGE foi o primeiro a usar a solução em um país das dimensões do Brasil, e correu tudo muito bem", avalia.

Este ano foi a primeira vez em que alguns recenseados puderem responder à pesquisa pela web, nos casos em que o recenseador, por algum motivo, não tinha acesso ao domicílio. Foram pesquisadas 60 milhões de unidades habitacionais.

Portanto, foi montada toda uma operação coordenada para que o Censo de 2010 pudesse divulgar em tempo recorde o número de brasileiros e brasileiras que vivem no nosso país: 190.732.694 pessoas. Mas, além disso, o Censo retrata todas as particularidades da nossa população, seus hábitos e necessidades. Essas informações são cruzadas e ajudam, por exemplo, a definir a fatia do orçamento que caberá a cada município. Para o futuro, o plano é realizar estudos de Censo contínuo, ou seja, o IBGE vai começar a recensear partes do território para manter a contagem atualizada a cada ano.

Fazendo a notícia

No inicio do Censo, os diretores participaram das primeiras entrevistas. O presidente do IBGE entrevistou o presidente Lula. Simões foi incumbido de acompanhar as entrevistas em Vitória (ES). Ele conta que uma repórter sugeriu que o recenseador, em vez de ir de barco até uma casa a ser pesquisada em uma localidade afastada da capital, descesse de rapel. A sugestão foi vetada, é claro.

Outro fato que chamou a atenção de Simões foi a observação de uma das representantes de São Tomé e Príncipe, durante um encontro que foi promovido com observadores de várias partes do mundo para apresentar a tecnologia usada no Censo brasileiro. Ela declarou-se convencida de que o sistema poderia ser usado em seu país, onde há as mesmas dificuldades de comunicação encontradas em algumas partes do Brasil.

O IBGE mantém uma faculdade de estatística no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, com cursos de graduação e mestrado, que adota o SAS como material didático para os alunos. A solução do SAS é usada por pesquisadores, pela diretoria de pesquisa, demógrafos, sociólogos, entre outros.

DADOS SEM FIM

Com a missão institucional de "retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o principal provedor de dados e informações do País. É uma instituição da administração pública federal, e está subordinado ao ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A maior parte das informações está disponível no site, para quem quiser acessar.

Nos idos de 1934, o Brasil precisava de um órgão capacitado a articular e coordenar as pesquisas estatísticas, unificando a ação dos serviços especializados em funcionamento no País. Assim foi criado o Instituto Nacional de Estatística - INE, em 1936. No ano seguinte, foi instituído o Conselho Brasileiro de Geografia, incorporado ao INE, que passou a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desde então, o IBGE identifica e analisa o território, conta a população, mostra como a economia evolui por intermédio do trabalho e da produção das pessoas, revelando ainda como elas vivem.

O que o IBGE faz:

  • Produz e analisa informações estatísticas e geográficas
  • Coordena e consolida informações estatísticas e geográficas
  • Estrutura e implanta sistema das informações ambientais
  • Documenta e dissemina informações
  • Coordena os sistemas nacionais de Estatística e Cartografia


Um pouco de história

Quando o Censo norte-americano de 1880 só terminou sete anos depois, o pesquisador Herbert Hollerith resolveu fazer um equipamento eletromecânico para ajudar a processar os dados, porque era lógico que o Censo de 1890 não acabaria antes de terminar a década. Mais tarde, seu sobrenome virou sinônimo de contracheque, e a empresa criada por ele acabou se tornando a IBM, cuja primeira venda no Brasil foi justamente para o IBGE.

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Paulo Simões, diretor de Tecnologia da Informação e Comunicações do IBGE

IBGE - Censo

Desafio de Negócio:
Tornar o robusto trabalho de pesquisa populacional mais eficiente e eficaz.
Solução:
Através das soluções de inteligência analítica do SAS, o IBGE pôde agrupar, processar e fornecer, em tempo recorde, o Censo do país.
Benefits:
A solução do SAS é usada no IBGE por: pesquisadores, diretoria de pesquisa, demógrafos, sociólogos, entre outros