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Banco do Brasil busca conhecimento Instituição financeira investe em solução de gestão de inteligência para melhor visualizar sua enorme infra-estrutura e ajustar decisões de negócios Um universo de 21 milhões de clientes, com mais de 4 mil pontos de atendimentos e 37 mil terminais de auto-atendimento espalhados por todo o país, além de cerca de 300 produtos na prateleira. Esse é o tamanho do desafio enfrentado pelo Banco do Brasil ao decidir pela implementação da nova solução. Focado na metodologia ABC Activity-Based Costing (ABC), ou custeio baseado em atividades, e por meio da ferramenta desenvolvida pelo SAS, o objetivo é embasar melhor as decisões de negócios da instituição financeira, contando com maior conhecimento dos custos de seus produtos, serviços, canais de atuação, processos e áreas.
“Com o cálculo do custo de produtos, canais e segmentos de clientes, podemos promover a melhoria dos processos”, acredita Cláudio Gondim, gerente de custos do Banco do Brasil. Mas é apenas o primeiro passo. A relação das informações de custo de segmento de clientes com os dados de produtos e canais é um dos destaques do projeto. Ao criar grupos de clientes, conforme uma série de características, como quantidade de investimento e renda, cada correntista do Banco do Brasil é alocado em uma categoria. Com isso, é possível buscar maior adequação de recursos com direcionamento inteligente dos grupos de clientes para uma forma de atendimento adequada às suas necessidades – da internet ao atendimento nas agências. “Mais do que para redução de gastos, esses dados podem ser usados também no auxílio das estratégias de contato com os correntistas, melhorando a atuação do banco. Dessa forma, podemos refinar a interface com nossos clientes”, conta Gondim. Ao todo, 18 pessoas internas cuidam da implementação da solução, dedicadas especialmente ao levantamento de dados (das atividades, recursos e direcionadores) nos diversos elos da cadeia do banco, que demandam atualizações freqüentes. Assim, a equipe precisa manter um esforço contínuo com vista à atualização da base de dados. “O maior desafio é, sem dúvida, a infra-estrutura. Precisamos construí-la ao redor do SAS”, relata. Na visão do gerente, com essa situação resolvida, o Banco do Brasil poderá fazer uma análise de seus macroprocessos corporativos “Vamos acompanhar esses processos, que permeiam várias áreas, e, onde possível, promover a integração deles. Assim, poderemos conhecer as particularidades de cada um, definir claramente os custos e discutir possibilidades de melhoria”, diz Gondim. O projeto, ainda em curso e com previsão de conclusão para o final deste ano, tem, pelo seu tamanho e complexidade, despertado a atenção de instituições financeiras do mundo inteiro. O Banco de Crédito del Perú e o Banco Occidental de Descuento, da Venezuela, por exemplo, enviaram representantes para conhecer e conferir de perto a implementação da solução, buscando levar a experiência adquirida para seus países. “Com a implementação completa, viramos uma página aqui no banco. A controladoria vai prover informações cada vez mais refinadas e importantes, para uma gestão inteligente”, diz Jaloretto. O gerente de custos concorda e acrescenta que “não nos arrependemos de termos sido os pioneiros em SAS. A possibilidade de ganhos que essa solução proporciona é enorme, portanto, vale todo o esforço”. |
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