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Energia Renovada

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) investe em ferramentas analíticas do SAS para reduzir assimetria das informações e qualificar a tomada de decisão

Equilíbrio. O caminho para a formulação de estratégias que se traduzam em resultados positivos envolve inevitavelmente o desafio de equacionar diversos fatores que permeiam qualquer segmento de negócios, em um escopo que compreende desde fornecedores e colaboradores até os consumidores de determinado serviço ou produto.

Em meio a essas diferentes demandas, uma gama de informações que deve necessariamente nortear a tomada de decisão dos gestores nem sempre está distribuída de forma integrada dentro das corporações, caracterizadas em grande parte das vezes pela dificuldade em trabalhar uniformemente dados que são fundamentais para o negócio.

Se no ambiente restrito de uma empresa, esse panorama já é um elemento extremamente complicador para o alcance dos objetivos traçados, o cenário ganha contornos ainda mais agravantes quando a diversidade de agentes e a falta de integração dos dados organizacionais são transportadas para uma esfera de maior dimensão.

Autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é um exemplo claro desse desafio, expresso na necessidade de equilibrar as variadas nuances de uma cadeia complexa de influências para garantir a oferta qualificada de um serviço essencial para todo o país.

IMPACTOS DECISIVOS

Criada em 1996, a ANEEL regula e fiscaliza os processos de geração, transmissão, distribuição e comercialização da energia elétrica no Brasil. Dentro desse espectro de atuação, um dos fatores que fundamenta grande parte das iniciativas do órgão é o recebimento periódico dos dados de todas as distribuidoras de energia do país.

Essas informações são a base principal para uma série de decisões implementadas pela agência, pacote que inclui desde as definições de tarifas e investimentos necessários por parte das empresas do setor até o controle da qualidade dos serviços, o que muitas vezes pode resultar na aplicação de multas às concessionárias, pagas através de compensações financeiras aos consumidores.

Contudo, é justamente nesse campo que a ANEEL identificou ao longo dos últimos anos alguns gargalos que vinham impactando negativamente a qualidade da execução de suas operações, como a falta de padronização e precisão do grande volume de informações recebidas.  

"Nosso grande problema é a assimetria das informações. Temos que lidar com uma quantidade imensa de agentes e um grande conflito de interesses, o que muitas vezes gera o fornecimento de informações inconsistentes, que por sua vez interferem na qualidade da decisão que estamos tomando", explica Romeu Donizeti Rufino, diretor da ANEEL.

DESPERDÍCIO DE ENERGIA

Segundo Rufino, o desafio da assimetria é reforçado pela estrutura fracionada da agência, que comporta três grandes segmentos: regulação, fiscalização e mediação setorial. Esses setores, por sua vez, são subdivididos em diversas superintendências, cada qual com seus sistemas, processos e bancos de dados, sem que necessariamente essas soluções conversem com as tecnologias adotadas em outros departamentos.  

O diretor destaca que inicialmente a agência deu autonomia para que cada unidade desenvolvesse seus sistemas e métodos para gerenciar esses conteúdos. Enquanto em instâncias como a Ouvidoria, a operação trouxe bons frutos, em outras divisões, ela ficou estagnada, o que gerou um desnível entre as diferentes áreas e resultou na criação de vários silos de informação.

"Nós perdemos muito tempo com a manipulação dessa massa de dados e muitas vezes temos que ficar consistindo em cima de informações que tiveram a mesma origem. Essa má qualidade demanda esforço adicional e retrabalho. A informação é unica e assim deveria ser, por isso estamos buscando tratar essa questão de maneira mais estruturada, centralizada e dentro de uma visão global e corporativa", afirma.

SOLUÇÃO INTEGRADA

A partir desse direcionamento, a ANEEL desenvolveu em 2006 o Sistema de Apoio a Decisão (SAD), com o objetivo de consolidar e disseminar, interna e externamente, informações relativas ao setor elétrico, tais como índices técnicos, informações de ouvidoria e informações sobre tarifas.

O projeto evoluiu até a publicação de um edital, em 2008, para a adoção de uma Solução Integrada para Consolidação e Análise de Dados, que fosse capaz de proporcionar uma gestão aprimorada e uma base unificada, e que trouxesse ao mesmo tempo maior agilidade e eficiência no processamento de grandes volumes de informação.

As funcionalidades requeridas para a ferramenta incluíam ainda a produção de relatórios confiáveis e a introdução da capacidade analítica, a partir da utilização de recursos estatísticos avançados, que permitissem trabalhar tendências e identificar distorções de comportamento, além de realizar previsões, simulações de cenário, comparações e benchmarkings.

Ao preencher todas as condições técnicas e de preço expostas no edital, o SAS foi o vencedor da licitação, que envolveu a aquisição de um pacote extenso de ferramentas de acesso a dados, estatísticas, de mineração de dados e disponibilização de resultados, bem como a elaboração de dois projetos pilotos e o repasse do conhecimento para a equipe técnica da ANEEL.

ANÁLISE APURADA

A nova plataforma começou a ser implementada por meio de dois projetos pilotos. Realizada de janeiro a junho de 2010, a primeira iniciativa focou indicadores como o DEC (Duração Equivalente de interrupção por unidade Consumidora) e FEC (Freqüência Equivalente de interrupção por unidade Consumidora), que avaliam a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias.

Após uma etapa inicial de conexão com a base de dados da ANEEL, e a extração e transformação das informações necessárias, o projeto partiu para uma fase de análise de cluster, que utilizou o ferramental analítico do SAS, com destaque para os recursos de análise envoltória dos dados.

"Identificamos distribuidoras com características semelhantes e depois, dentro de cada cluster, calculamos o índice de eficiência dessas concessionárias, que servirá como base para processos diversos, como a emissão de novas resoluções e a definição de metas e parâmetros de qualidade e eficiência a serem atingidas por cada um desses grupos", explica Leda Salles, Project Manager do SAS.

Posteriormente, a ação incluiu uma camada de apresentação de BI, com o desenvolvimento de cubos, dashboards e acesso via web. Foram elaborados diversos relatórios que agora possibilitam à ANEEL empreender análises detalhadas de cada variável e incorporar a inteligência analítica aos seus procedimentos.

"Temos hoje uma arquitetura capaz de consolidar esses dados. Como estamos arrumando a casa, a ideia é trazer outros sistemas para esse ambiente analítico e utilizar informação mais qualificada, ou seja, colocar em prática essa potencialidade analítica para mitigar a assimetria e identificar as inconsistências e distorções", explica André Ruelli, assessor da Superintendência de Mediação Administrativa Setorial da ANEEL.

FRONTEIRA DE EFICIÊNCIA

Paralelamente a essa iniciativa, o segundo projeto piloto vem priorizando a avaliação da satisfação dos consumidores ao trabalhar com indicadores comerciais como o DER (Duração Equivalente da Reclamação do Consumidor) e o FER (Frequência Equivalente do Atendimento da Reclamação do Consumidor), onde as distribuidoras registram a frequência de reclamações recebidas e o tempo médio de resolução desses problemas.

Esses indicadores estão sendo cruzados com a base de dados da própria Ouvidoria da agência, que recebe aproximadamente 120 mil ligações de consumidores mensalmente, em um processo que compreende ainda informações relativas ao IASC (Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor) e a posterior integração de todos dados na plataforma do SAS, para que sejam tratados e analisados conjuntamente.

"Com esse direcionamento, conseguiremos identificar desvios e poderemos criticar essas informações com maior precisão, além de estabelecer metas mais justas e coerentes com cada distribuidora, dentro de uma fronteira de eficiência. Vamos fechar essa base histórica ao longo desse ano para definir com mais propriedade os indicadores do DER e do FER", explica André Ruelli.

ENERGIA RENOVADA

Com a evolução da implementação da solução do SAS, Ruelli destaca os benefícios já percebidos pela agência na utilização de uma plataforma centralizada, que facilita o acesso a informações mais consistentes, além de potencializar as explorações analíticas com maior agilidade, através de recursos como o cruzamento de dados diversos e da aplicação de métodos estatísticos variados. 

"Agora podemos ter múltiplas visões com maior rapidez, dinamismo e flexibilidade. É possível adicionar uma nova variável na manipulação dos dados com apenas um clique no mouse. As ferramentas maximizam a capacidade analítica da agência e isso é essencial em um setor tão complexo, que exige necessariamente a utilização de informações qualificadas e precisas para que as metas de qualidade sejam bem definidas".

O executivo ressalta ainda que a partir dos conhecimentos transmitidos pela equipe do SAS e das possibilidades inerentes aos recursos que a ANEEL tem agora em mãos, a ideia é expandir o projeto para outras áreas e consolidar uma nova abordagem nas operações da agência reguladora.

"Esse trabalho abriu caminho para a redução da assimetria e da sobreposição das informações. Agora queremos ampliar essas capacidades e incorporar outros modelos e sistemas nessa solução, para migrarmos definitivamente de um modelo transacional para a criação de uma cultura institucional e analítica da organização", conclui.

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Romeu Donizeti Rufino, diretor da ANEEL

Aneel

Desafio de Negócio:
Reduzir a assimetria de informações e qualificar a tomada de decisões.
Solução:
A partir de soluções SAS, a ANEEL conseguiu obter relatórios confiáveis e pôde introduzir a capacidade analítica na empresa, com a utilização de recursos estatísticos avançados que permitem trabalhar tendências e identificar distorções de comportamento, além de realizar previsões, simulações de cenário, comparações e benchmarkings.
Benefits:
"Este trabalho abriu caminho para a redução da assimetria e da sobreposição das informações. Queremos ampliar essas capacidades e incorporar outros sistemas nessa solução, para migrarmos definitivamente de um modelo transacional para a criação de uma cultura institucional e analítica da organização." - Andre Ruelli, assessor da Superintendência de Medição Administrativa Setorial da ANEEL.
Volume de dados:
"Agora podemos ter múltiplas visões com maior rapidez e flexibilidade. É possível adicionar uma nova variável com apenas um clique no mouse. As ferramentas maximizam a capacidade analítica e isso é essencial em um setor tão complexo, que exige a utilização de informações qualificadas e precisas para que as metas de qualidade sejam bem definidas." - Andre Ruelli, assessor da Superintendência de Medição Administrativa Setorial da ANEEL.