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Brasileiros brilham em evento internacional

Brasil tem participação ativa no SAS Global Forum, evento que reuniu clientes e especialistas

Dezoito clientes SAS de 11 empresas nacionais embarcaram rumo a Washington DC para participar do SAS Global Forum, realizado no Gaylord National Resort Hotel and Convention Center, National Harbor. Neste ano, o País teve uma presença maior comparada aos eventos anteriores. A comitiva brasileira contou, ainda, com palestras nacionais e duas academias brasileiras, reunindo um grupo que só perdeu numericamente para Estados Unidos e Canadá. Durante os três dias de evento, executivos da Unilever, Vivo, Caixa Econômica Federal, INEP, Serasa, Grupo Santander, BM&F e HSBC puderam conferir as 300 palestras ministradas, com conteúdos detalhados sobre inteligência analítica do negócio.

A troca de experiências e o relacionamento entre os participantes são os principais objetivos do encontro anual, em que clientes apresentaram melhores práticas com o uso das soluções SAS, como BASF e Universidade de Brasília. Pela primeira vez no evento, James Bueno de Camargo, Business Analyst Manager, da Unilever Brasil, considerou a qualidade das informações como um dos elementos mais relevantes. "O encontro foi muito bem estruturado e organizado, os colaboradores e clientes SAS tinham à disposição muita informação e exemplos práticos que seguramente contribuirão para futuras inovações.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a confiança dos parceiros e clientes nas soluções do SAS. Isso demonstra a seriedade e empenho da companhia com o desenvolvimento sustentável e contínuo", observa. Outros usuários também revelaram ser a troca de experiências um dos maiores benefícios em encontros como o Global Forum. Prova disso foi a apresentação da norte-americana bState Farm, primeiro cliente SAS no mundo, realizada durante a abertura do evento.

Bem humorado, o Vice Presidente de Marketing, Eric Webster da companhia do setor de seguros, contou a sua trajetória ao longo dos mais de 30 anos utilizando as soluções SAS e brincou: "agora em vez de pagar pelo produto, deveria ganhar em função de um relacionamento tão duradouro". Além do principal executivo da companhia, todo o board compareceu. Os convidados também puderam conferir um espaço dedicado à exposição de produtos e serviços. A área Demo incluiu, ainda, treinamentos, dicas e melhores práticas, além de estandes de parceiros. Paralelamente, usuários puderam tirar dúvidas e enviar sugestões.

Testemunha ocular no time nacional

Orgulhoso por fazer parte do Grupo de Usuários SAS, Carlos André Reis Pinheiro, que atualmente faz pós-doutorado na Universidade de Dublin e já atuou na Brasil Telecom, descreve o Global Fórum como um encontro dinâmico, que atende tanto aos acadêmicos quanto aos usuários corporativos, possibilitando a troca de experiências e a contribuição para o aperfeiçoamento das soluções SAS.

Nesta edição do Global Forum, ele participou de um debate que reuniu grupos de usuários de todo o mundo. Empolgado, Carlos André já prepara-se para o GUSAS 2009 no Brasil, que acontecerá dia 20 de agosto, em São Paulo, no World Trade Center. A expectativa é reunir no encontro brasileiro mais de 500 participantes. Qual a relevância do Global Forum para os usuários SAS? Participo do SGF desde 2005. Sem dúvida, esse é o maior benefício de um evento dessa natureza. As pessoas vão ao SGF para aprender e essa postura tem um efeito devastador.

Tudo pode ser melhorado, mas para isso você deve estar aberto para ouvir críticas e sugestões. Neste ano, estive com o diretor de R&D (Pesquisa e Desenvolvimento) do SAS David Duling. Por uma feliz coincidência foi ele quem escreveu o código do link analysis. A viagem valeu pelas duas horas de conversa.

Como foram as discussões com os Grupos de Usuários SAS? Como diria o Nelson Rodrigues, o brasileiro tem a síndrome do cachorro vira-lata. Debatemos as atividades dos grupos de usuários em seus respectivos países. Participaram representantes dos EUA, Canadá, México, França, Reino Unido, Brasil, naturalmente, e um representante para Europa, Oriente Médio e África (EMEA). Foi ótimo ver que depois dos EUA, nós temos provavelmente o mais organizado e ativo grupo de usuários SAS, e com certeza um dos mais expressivos. O nosso encontro nacional, em São Paulo, pode ser considerado um dos maiores e, principalmente, um dos de melhor organização, comparado com outros países.

Conte um pouco sobre a sua trajetória como usuário SAS, tanto na corporação quanto na academia. Em 2002, quando estava na Brasil Telecom, a companhia adquiriu uma solução de data mining do SAS. O primeiro foco foi a construção de modelos de aquisição de clientes para a Brasil Telecom Celular. Com base no tráfego de chamadas e em diversas variáveis cadastrais e demográficas, criamos modelos envolvendo segmentação comportamental e predição, cruzando as características dos propensos consumidores com as probabilidades de compra.

A Brasil Telecom Celular alcançou 1 milhão de clientes em menos de seis meses, considerando que sua operação era a quarta entrante no mercado. Depois, criamos um projeto em conjunto com a equipe de marketing chamado Nostradamus, que recebeu uma premiação de destaque na Brasil Telecom. Ele teve como objetivo desenvolver modelos preditivos, voltados basicamente para compra e abandono de GSM e ADSL.

Paralelamente, em meados de 2005, finalizei o doutorado na Coppe/UFRJ, desenvolvendo uma variável topológica para redes neurais artificiais utilizando o SAS. Em 2008, iniciei meu pós-doutorado na Irlanda. Busquei uma parceria com o SAS UK para o desenvolvimento da pesquisa.

Como usuário SAS, o que recomendaria para o mercado corporativo que busca inteligência analítica? O SAS vai além da oferta de uma simples solução estatística. É uma plataforma completa para suportar todo o processo de inteligência analítica. Além disso, diversas soluções pré-concebidas, direcionadas a segmentos particulares de mercado, como Finanças, Varejo e Telecom.



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