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SAS promove debate gestão inteligente

São Paulo, 29 de agosto de 2007 - Evento conta com a participação de Thomas Davenport, um dos especialistas mais renomados no assunto

Um salto na taxa de ocupação de 83% para 91%. Esses foram os resultados obtidos pela rede de hotéis Marriott International nos últimos anos e tudo isso porque conseguiu transformar informação em conhecimento. O exemplo acima é um dos diferentes casos bem sucedidos de empresas que passaram a utilizar a chamada inteligência analítica apresentados por Thomas Davenport, Professor de Tecnologia da Informação no Babson College em Massachutes, Estados Unidos, em seu livro “Competing on Analytics”. O consultor é um dos especialistas mais renomados no assunto e participa da 4o Edição do SAS Intelligence Meeting, encontro que reunirá 150 executivos de grandes empresas do Brasil todo, no dia 29 de Agosto, em São Paulo, para discutir formas de tornar as organizações competitivas globalmente.

Davenport defende a capacidade de mudança de cultura organizacional como principal diferencial. “Produtos ou serviços inovadores deixaram de ser fatores de competitividade em um mercado onde tudo se transforma em cópia rapidamente”, enfatiza. “Formas de gerir o negócio, sistemática de trabalho, não se copiam facilmente porque exigem mudança de posicionamento. Na nova economia, esses itens é que são fatores de diferenciação”, completa.

Segundo ele, é exatamente essa quebra de paradigmas que a chamada Inteligência Analítica propõe. O especialista explica que o conceito aplica modelos estatísticos avançados que possibilitam entender as diversas variáveis e suas volatilidades permitindo um maior controle e previsibilidade da operação, indicando o melhor caminho a ser seguido. Tudo isso integrado com soluções tecnológicas adequadas. “Percebemos que as empresas que conseguiram destaque tomaram decisões vitais balizadas por dados concretos”, informa o Professor.

Para realizar seu livro, Davenport estudou 32 organizações. Ele conta que dessas companhias, apenas 11 têm iniciativas consideradas analíticas e que envolvem gerenciamento inteligente da informação. “Algumas das organizações de maior sucesso construíram as bases de seus negócios sobre sua habilidade de recolher, analisar e tomar decisões baseadas em dados estatísticos. Isso não é coincidência”, diz o especialista. Entre as estrelas desse novo modelo estão a American Airlines, a Otis Elevator e a rede de hotéis Marriott, citada acima. “Cada uma dominou seu campo de atuação explorando e analisando suas estruturas internas como se tivesse uma lupa com uma calculadora na ponta”, comenta.

O Conceito - “Entendemos que a visão analítica das empresas está intimamente ligada aos seus resultados financeiros, mostrando a importância da estratégia”, enfatiza Davenport. Essa capacidade está diretamente ligada ao desempenho organizacional.

O consultor informa que empresas analíticas melhoram sua eficiência. “O ROI (sigla em inglês para retorno sobre investimentos) de um projeto analítico é imensamente maior do que de iniciativas tradicionais”, fala Davenport. Para se ter uma idéia, um estudo da IDC, importante empresa de pesquisa e consultoria, mostra que retornos sobre investimento de projetos de inteligência analítica na melhoria da produção são de aproximadamente 277%, já no aumento do conhecimento sobre seu cliente de 55% e em gestão financeira de 139%.

Tom Davenport explica que o novo paradigma gerencial é realizado em cinco etapas e visa à mudança a longo prazo. “Eu chamo o primeiro estágio de analiticamente deteriorado. Isso significa que alguma imperfeição fatal mantém a companhia longe de fazer algo na área analítica em geral”, afirma. Nessa fase os executivos não estão alinhados com o conceito ou a empresa não possui os sistemas necessários para a operação do dia a dia, por exemplo.

O segundo estágio é quando a organização tem a prática de trabalhar as informações de forma desconectada. “Seria como uma ilha da ilusão: onde existem vários pedaços de terra, mas eles não causam muito impacto no mundo por serem isolados”, brinca o Professor.

Para ele, quando o principal executivo da organização decide criar um processo de trabalho diferenciado, a empresa ingressa na terceira etapa do sistema analítico. “Aqui a empresa pensa seu negócio e de que forma pode unir esforços das diferentes áreas para alcançar um objetivo comum, implementando o plano estratégico da corporação”, relata.

No quarto estágio, as companhias estão quase prontas para competir analiticamente, mas ainda não consideram esse fator o foco principal das suas estratégias. “A partir do momento que a organização enxerga que essa quebra de paradigmas é imprescindível para competir, a empresa ingressou no que considero o estágio cinco”, ensina Davenport.

O Brasil – “O SAS se posicionou de forma pioneira nesse segmento há 31 anos no mundo e 11 no Brasil. Enquanto os métodos convencionais proporcionam o acompanhamento do passado, o grande diferencial da chamada inteligência analítica é a capacidade de olhar para o futuro e projetar cenários”, conta o Presidente do SAS do Brasil, Milton Isidro. O resultado desse pioneirismo é que a IDC, em seu último estudo, posicionou o SAS como líder no mercado brasileiro de inteligência analítica. A empresa tem o maior market share entre os líderes desse mercado, 17,5%.

O executivo afirma que as companhias brasileiras estão começando a perceber os benefícios da análise avançada de informações, passando a adotar a novidade. “A estabilidade econômica e a disseminação do conceito de governança corporativa têm gerado confiança nas companhias para investir na diferenciação estratégica. Quanto maior o número de informações sobre o negócio, a evolução das vendas e o comportamento dos clientes, melhor a condição de vantagem das organizações em relação à concorrência”, analisa.

Segundo ele, o segmento mais adiantado na utilização da metodologia no País é o de telefonia móvel, possuindo empresas que figuram entre os níveis 3 e 5. “As companhias desse setor sofrem, há mais tempo que outras companhias, pressões como alta competitividade e necessidade de atender a regulamentações”, explica. “Isso só reforça a minha idéia de que a competitividade analítica é imprescindível. As organizações não têm mais escolha: elas precisam se adequar à nova realidade para sobreviverem”, enfatiza Isidro.

O fundador e CEO do SAS, Jim Goodnight ressalta que a pesquisa do professor Davenport legitima o posicionamento de longa data do SAS no valor estratégico da Inteligência Analítica. “Nós estamos além da ‘Era da Informação’, hoje em dia, as organizações ao redor do mundo não apenas entendem o poder das análises, mas também como são críticas para sua sobrevivência.”, conclui.

Sobre o SAS
Com sede em Cary, Carolina do Norte, EUA, e fundado há 31 anos, o SAS é a maior empresa de software de capital fechado do mundo com operações em 105 países. A empresa é fornecedora líder de soluções de inteligência analítica, que é um conjunto de processos, modelos e tecnologias usado para ajudar o cliente a analisar seu próprio negócio, a partir de seus dados, para que consiga simular cenários e optar pelo melhor caminho. Suas soluções são utilizadas em mais de 43 mil instalações – incluindo 96 das 100 maiores empresas FORTUNE Global 500 – para desenvolver relações mais rentáveis com clientes e fornecedores, além de facilitar a tomada de decisões e ajudar na evolução organizacional. Para mais informações, acesse www.sas.com. Há três décadas, o SAS dá aos clientes ao redor do mundo The Power to Know.

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